Entrevista: Artigo na Revista Guitarra Clássica    

• Viola Campaniça
Réplica da viola Campaniça existente no Museu da Música Portuguesa / Casa Verdades de Faria, recolhida por Michel Giacometti, com a etiqueta: António Guerreiro Caetano morador no Monte da estrada de Santana da Serra em 19 de Março de 1937.

Este exemplar pertençe ao chamado modelo pequeno, com um comprimento da corda vibrante de 530mm e uma afinação em ré; si; sol; dó; sol.

Para a sua construção usei um molde que me foi gentilmente cedido por Pedro Caldeira Cabral.

As madeiras usadas foram a casquinha (pinus sylvestris) para as ilhargas, fundo, braço e cravelhal; o espruce (picea abies) para o tampo harmónico, barras e contra ilhargas; o pau-santo (dalbergia nigra) para o espelho frontal do cravelhal, cavalete móvel e escala; a pereira (pirus comunis) para o cavalete fixo e por fim o Buxo (buxus sempervirens) na construção das cravelhas.

A cola animal foi usada em todas as colagens e por fim foi aplicada a cor vermelha (anilina a álcool) e um verniz de goma laca em todo o instrumento com excepção do tampo harmónico onde foi usada a cera como protecção e acabamento.

Bibliografia:

-Alberto Sardinha, José; "Viola Campaniça o outro Alentejo"; Tradison, 2001, Vila Verde.

- Veiga de Oliveira, Ernesto; "Instrumentos Musicais Populares Portugueses"; Fundação Calouste Gulbenkian / Museu Nacional de Etnologia, 3ª edição, 2000, Lisboa.
 
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